Isabela Da Cruz, quilombola, estudante de direito e ativista. 

Teresa de Benguela, rainha, guerreira, política e chefe de parlamento. Seu nome sobreviveu até os dias de hoje, então como pode quererem afirmar que só é quilombola quem estava no território na promulgação da Constituição de 88, diante de todo o histórico de violências a que foram submetidas essas comunidades e ao fato de (ainda) re-existirem todos os dias? É por essas e outras que uma comunidade quilombola não está ‘parada no tempo’.

Com as mulheres quilombolas eu aprendi que o tempo é um amigo a ser compreendido. Por que a vida requer prática e prática leva tempo.

Dia 25 de julho é dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha. Dia 25 de julho é dia de Clarindas, Anas, Marias, Sandras, Rosas, Carlas, Socorros, Graças, Sebastianas, Helianas, Juremas, Lucias, Angelas, Análias, Cecílias, Joanas, Isabels, Celias, Greices, Alaertes, Ritas, Candinhas, Adalziras…

Dia 25 de julho, como todos os outros, é dia de não desistir.